Carregador de carro elétrico para casa: guia de instalação e o que perguntar ao eletricista
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Resposta rápida
Para a maioria das casas, um carregador de 7,4 kW monofásico resolve: carrega a bateria inteira durante a noite e não exige reforço grande na instalação. Potências maiores só fazem sentido com entrada trifásica e carro que aceite. O custo real do projeto raramente é o carregador — é a infraestrutura elétrica até ele.
A potência do carregador não é a do carro
Todo carro elétrico tem um carregador interno que define quanta potência ele aceita em corrente alternada. Se o carro aceita 7 kW, instalar um wallbox de 22 kW não carrega mais rápido — você paga por potência que o carro não usa.
Antes de escolher o equipamento, descubra o limite do seu carro em corrente alternada. Está no manual ou na ficha técnica. Detalhamos em wallbox 7, 11 ou 22 kW.
Escolhendo a potência
| Potência | Entrada | Faz sentido quando |
|---|---|---|
| 3,7 kW | Monofásica | Rodagem baixa, bateria pequena, híbrido plug-in |
| 7,4 kW | Monofásica | A escolha padrão. Recarrega a maioria dos elétricos durante a noite |
| 11 kW | Trifásica | Rodagem alta, ou dois carros elétricos na casa |
| 22 kW | Trifásica | Raro em residência. Só com carro que aceite e entrada robusta |
A pergunta que decide: quantos km você roda por dia? Se o carregador repõe isso durante a noite, está dimensionado. Potência acima disso é dinheiro parado na parede.
O que a instalação realmente exige
Um carregador residencial não é uma tomada. É uma carga de alta potência que fica ligada por horas seguidas. A instalação correta inclui:
- Circuito exclusivo saindo do quadro, sem nada compartilhando
- Cabo dimensionado para a corrente e para a distância até o ponto
- Disjuntor dedicado com a curva adequada
- Proteção diferencial (DR) apropriada para carregamento veicular
- Aterramento verificado — não presumido
- Avaliação da carga disponível na entrada antes de tudo
O último item é o que mais gera surpresa. Se sua entrada já está próxima do limite, pode ser necessário aumentar a demanda contratada junto à distribuidora — e isso tem prazo e custo próprios.
As perguntas que separam orçamento sério de improviso
Peça pelo menos três orçamentos e faça as mesmas perguntas a todos:
- Qual a carga disponível hoje na minha entrada, e ela suporta a potência proposta?
- O circuito será exclusivo, saindo direto do quadro?
- Qual a bitola do cabo e por que essa, considerando a distância?
- Qual proteção diferencial será usada e por quê?
- O aterramento foi medido ou está sendo presumido?
- Vai ser necessário aumentar a demanda junto à distribuidora?
- O orçamento inclui material, mão de obra e ART?
- Qual a garantia do serviço, e do equipamento?
Um profissional que responde essas oito sem hesitar está dimensionando. Quem desconversa em duas ou mais está chutando.
Sinais de alerta em um orçamento
- Preço muito abaixo dos demais sem explicar o que faz diferente
- Proposta de ligar numa tomada existente ou num circuito já usado
- Nenhuma visita técnica antes do orçamento
- Nenhuma menção a aterramento ou proteção diferencial
- Sem ART (Anotação de Responsabilidade Técnica)
Instalar antes de comprar o carro?
Se você já decidiu o modelo, sim. Se ainda está escolhendo, espere: o limite de corrente alternada do carro define a potência do carregador, e comprar antes é apostar.
Perguntas frequentes
Dá para carregar na tomada comum?
Dá, e todo carro vem com um cabo para isso. Mas é lento e submete a instalação a muitas horas de corrente contínua. Serve como emergência, não como rotina.
O carregador precisa ficar em garagem coberta?
Não necessariamente — existem modelos com proteção para área externa. Confira o grau de proteção (IP) se o ponto for exposto a chuva.
Preciso de autorização da distribuidora?
Instalar o carregador, não. Aumentar a demanda contratada, sim — e é aí que costuma aparecer prazo.
Quanto custa carregar depois de instalado?
Calcule na calculadora de custo de recarga.
